Etiquetas – pensar antes de cortar ✂️

As etiquetas da roupa são uma chatice. Sim, aquelas que estão cosidas de lado e que às vezes arranham e fazem comichão 😳

Decidi falar um bocadinho sobre elas por aqui, porque o assunto veio parar às stories, à conta de uma partilha que fiz da @hero_to_0 . A maior parte de vocês não fazia ideia de que, ao cortarmos essas etiquetas, estaríamos a comprometer a possível reciclagem da peça, verdade?

Além da função informativa muito importante sobre a composição, manutenção, lavagem e origem da peça, a etiqueta tem também a função de “falar” sobre ela após o seu fim de vida. E é precisamente a informação sobre a sua composição que vai ditar o seu possível ciclo de reciclagem.

Segundo o site da @fash_revportugal , “a reciclagem em Portugal tem pouca expressão, pois muito pouco do que vem dos contentores é realmente reciclado, e quando o é, raramente é para voltar a fazer fio. A tecnologia vigente permite reciclar uma fibra só de cada vez (uma camisa 100% algodão, por exemplo, o que é raro!), sendo que todos os fios mistos (algodão-poliéster ou lã-acrílico, por exemplo) têm de passar por um processo químico pouco amigo do ambiente para suprimir uma das fibras”.

Se a juntar a este processo, já de si complexo, tivermos peças de roupa sem qualquer informação sobre a sua composição, pior ainda 😢

E sim, eu também tenho a maioria das minhas roupas sem etiqueta, mas desde que tenho conhecimento disto que tento mantê-las o mais possível.

No fundo, é a ID delas, o seu cartão de cidadão, se quisermos, e uma forma de lhes dar mais uma oportunidade (por mínima que seja) num futuro melhor 🙌

 

Autora: Sofia Dezoito Fonseca da Healthy Project

https://www.instagram.com/healthy___project/

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